
Finalmente fui chamada para a sala do parto.
A cesárea que seria as 14:00, acabou sendo as 16:00.
Me despedi do Miro vendo apreensão em seus olhos.
Na sala fui recebida pelos assistentes e o anestesista.
Esse por sua vez, ia me explicando tudo o que fazia.
Mas me senti segura quando o Dr. Walter chegou.
Parou-se em minha frente, segurou os meus braços
e encostou a minha cabeça em seu peito.
Era necessário ficar curvada para fazer a anestesia,
mas de certa forma, me senti mais protegida com ele.
A única coisa que me deixava tensa eram as crises de asma,
e eu mantinha a “bombinha” na mão ainda naquele momento.
Não sei quanto tempo se passou até a anestesia fazer efeito,
mas me alegrei ao ver o Miro entrando na sala.
Desta vez os seus olhos passavam um certo nervoso,
e eu procurei tranquilizá-lo dizendo que estava tudo bem.
A mão dele que acariciava o meu rosto estava gelada.
A presença do Miro na sala da cesárea me dava uma certeza,
era chegada a grande hora, o momento mágico ia começar.
Eu não sentia dor, mas sentia o toque do médico.
O cheiro forte causado pela cauterização das veias,
deixava-me com vontade de tossir, mas me continha.
Conversei com Deus várias vezes durante o procedimento.
Até que fui interrompida pela voz do anestesista, que disse:
“Agora vou ajudar o médico a puxar ela.”
E a pediatra:
“Levanta pai pra ver, pois vai nascer.”
Todos os meus sentidos se voltaram para aquele momento,
que além de mágico, passou a ser inesquecível
a partir do momento que escutei o choro dela.
Não tenho palavras para explicar o que senti.
O meu choro era incontrolável, e a emoção grande demais.
(e continua sendo ao escrever e lembrar aquele momento).
Mas junto a sensação de dever comprido, de satisfação.
Ela chorava muito enquanto a pediatra a examinava.
Entre choros, meu e dela, pedi para o Miro tirar fotos,
e a pediatra disse:
“O pai precisa curtir esse momento, outra pessoa tira”
Então, ainda aos choros a trouxeram pra mim,
e a encostaram em meu rosto.
Só quem já viveu esse momento pra saber o que é.
Comecei a falar com ela e ela foi se acalmando.
Então, cantei parte de uma música que pra mim é especial,
E diz assim:
“Menina linda demais, perfeita aos olhos do Pai.
Alguém igual a você não vi jamais”.
Quando parei de cantar e falar, o choro voltou,
E a pediatra disse:
Canta mais mãezinha que ela esta gostando.
Não tem valor que pague esse momento.
Com certeza, mágico e inesquecível.
Momento único pra vida toda.
Uma obra de Deus concretizada em mim.
Minha princesa nasceu com
2,775 kg e 48 cm.
A cesárea que seria as 14:00, acabou sendo as 16:00.
Me despedi do Miro vendo apreensão em seus olhos.
Na sala fui recebida pelos assistentes e o anestesista.
Esse por sua vez, ia me explicando tudo o que fazia.
Mas me senti segura quando o Dr. Walter chegou.
Parou-se em minha frente, segurou os meus braços
e encostou a minha cabeça em seu peito.
Era necessário ficar curvada para fazer a anestesia,
mas de certa forma, me senti mais protegida com ele.
A única coisa que me deixava tensa eram as crises de asma,
e eu mantinha a “bombinha” na mão ainda naquele momento.
Não sei quanto tempo se passou até a anestesia fazer efeito,
mas me alegrei ao ver o Miro entrando na sala.
Desta vez os seus olhos passavam um certo nervoso,
e eu procurei tranquilizá-lo dizendo que estava tudo bem.
A mão dele que acariciava o meu rosto estava gelada.
A presença do Miro na sala da cesárea me dava uma certeza,
era chegada a grande hora, o momento mágico ia começar.
Eu não sentia dor, mas sentia o toque do médico.
O cheiro forte causado pela cauterização das veias,
deixava-me com vontade de tossir, mas me continha.
Conversei com Deus várias vezes durante o procedimento.
Até que fui interrompida pela voz do anestesista, que disse:
“Agora vou ajudar o médico a puxar ela.”
E a pediatra:
“Levanta pai pra ver, pois vai nascer.”
Todos os meus sentidos se voltaram para aquele momento,
que além de mágico, passou a ser inesquecível
a partir do momento que escutei o choro dela.
Não tenho palavras para explicar o que senti.
O meu choro era incontrolável, e a emoção grande demais.
(e continua sendo ao escrever e lembrar aquele momento).
Mas junto a sensação de dever comprido, de satisfação.
Ela chorava muito enquanto a pediatra a examinava.
Entre choros, meu e dela, pedi para o Miro tirar fotos,
e a pediatra disse:
“O pai precisa curtir esse momento, outra pessoa tira”
Então, ainda aos choros a trouxeram pra mim,
e a encostaram em meu rosto.
Só quem já viveu esse momento pra saber o que é.
Comecei a falar com ela e ela foi se acalmando.
Então, cantei parte de uma música que pra mim é especial,
E diz assim:
“Menina linda demais, perfeita aos olhos do Pai.
Alguém igual a você não vi jamais”.
Quando parei de cantar e falar, o choro voltou,
E a pediatra disse:
Canta mais mãezinha que ela esta gostando.
Não tem valor que pague esse momento.
Com certeza, mágico e inesquecível.
Momento único pra vida toda.
Uma obra de Deus concretizada em mim.
Minha princesa nasceu com
2,775 kg e 48 cm.

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