segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Desejos X Enjôos



Quem diria, logo eu que sempre fui cheia de desejos
e de vontades de comer as coisas fora de hora,
agora passo por esse momento sem ter nenhuma.

Minha mãe sempre disse pro meu marido
que eu daria muito trabalho quando engravidasse
e que não era pra ele fazer todas as minhas vontades.

Pois agora até ela se surpreende, e diz que
eu estou sendo muito mais forte do que ela imaginou.

Lembro de uma cena da Novela A Gata Comeu,
onde a personagem Tetê acordava o seu esposo Gugu
de madrugada para pedir as coisas mais absurdas,
como asinha de pombo assada ou carne de macaco.

Claro que eu nunca imaginei fazer algo assim,
mas confesso que queria experimentar esse capricho.

Se não surgiu vontade de comer nada, em compensação
desapareceu a vontade de comer certas coisas,
como por exemplo o meu parceiro diário, o chocolate.
Logo eu, chocólatra assumida, rejeitando esse prazer.

Mas se os desejos esqueceram de mim,
infelizmente não tive a mesma sorte com os enjôos.
Esse tem aparecido diariamente.
Os matinais então são os piores, pois o estomago está vazio.

Já levantei de madrugada várias vezes com enjôos.
E não sei como tem tanta coisa no estômago pra sair,
já que tenho comido bem menos que o habitual.

Escuto dizerem que passa após os 3 meses.
Já outras pessoas dizem que enjoaram até o final.
Enfim, já estou entrando pro 4º mês e os enjôos continuam.

E o banheiro passou a ser meu cantinho preferido... Heheheh

Ecografia Translucência Nucal

Nossa... Que exame de nomezinho estranho.

Nunca antes havia escutado falar nesse exame.
Mas além de ser de suma importância,
é muito gratificante ver seu bebezinho mexendo
e com o corpinho já se definindo.

Essa ecografia é feita + ou - entre 11 e 13 semanas.
E serve para detectar doenças como a Sindrome de Down.

A única eco que eu havia feito antes,
foi com 6 semanas em função do sangramento,
só que ainda não dava pra ver nada definido,
pois o bebê era do tamanho de uma “ervilha”,
a única coisa possível era escutar o coraçãozinho,
pois esse, já batia acelerado e bem forte.

Desta vez, meu marido entrou junto na sala
e ficou bem emocionado com as imagens e o som do coração.

Nosso bebê se mexe bastante,
apesar de eu ainda não sentir os movimentos.

Graças a Deus está tudo certo com as medidas do nosso bebê.
Ao término, saímos da sala cheios de comentários.

Não foi possível ver o sexo ainda.
Mas, não sei se por causa dos palpites dos outros,
ficamos achando que era um menino,
apesar de não dar pra ver nada mesmo.

E ficamos nos perguntando com quem será
que o bebê era parecido... hahaha
Tivemos a impressão de ter o nariz do pai.
Pode uma coisa dessas???

Coisas de papais corujas e iniciantes.
E estamos ansiosos, já aguardando a próxima eco.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Filtrando as Conversas...



Durante a gravidez além dos palpites,
se escuta muitos outros comentários.

Cada qual quer contar o que passou
ou, o que um conhecido qualquer viveu.

Entre essas conversas, se escuta de tudo.
Tem histórias boas, mas também ruins.

Logo no início escutei uma frase assim:
“Você vai ouvir muitas coisas nesse período,
filtre essas conversas, e só tire o que gostou.”

Entre os comentários mais comuns,
Está o de que filhos é bom, mas traz muitos gastos.
Que as despesas dobram e as dificuldades aparecem.

Mas pra tudo tem exceções, e também ouvi isso:
“Com o nascimento do meu filho, tudo mudou pra melhor.
O dinheiro deu “cria”, e tu vai ver que não é nada difícil.”

Resolvi então colocar em prática a história do filtro.
Esqueci as outras conversas e guardei só essa comigo.

Outra coisa boa que ouvi foi:
“Tudo que você pedir pra Deus nesse momento
com certeza irá se realizar, Ele sempre atende.”

Então, além de agradecer a Ele diariamente,
peço que me dê muita calma e sabedoria,
para que eu saiba filtrar e tirar proveito
de tudo aquilo que é bom e pode ser proveitoso.





sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Menino ou Menina?


A expectativa é muito grande.
Claro que não temos preferência pelo sexo.
Mas a ansiedade e curiosidade são enormes.

Os palpites são muitos... E diversificados.

No mesmo dia eu escutei pessoas falando:
- Nossa! Teu rosto esta fininho, vai ser um menino.
E outra:
- Bah! Como tu esta com o rosto redondo, é menina.


Da pra acreditar nisso... hehehe.

Mas a maioria acha que será um menino, e eu também.

Não sei se existe essa coisa de “palpite de mãe”.
Se existe o meu interior diz que é menino,
Se não for menino, serei a primeira a dizer que isso não existe.
Apesar de sempre achar que um dia seria mãe de uma menina.

Minha mãe já chama o bebê de “meu preto”.
Como meus pais já têm duas netas meninas,
acho que eles preferem que seja um menino.

Isso me chateia um pouco, pois se não for,
tenho a sensação de estar decepcionando eles.
Talvez seja coisa da minha cabeça, não sei.

Enfim... Sei que tanto o Nícolas como a
Monique
estão sendo esperados com muito amor pelos seus pais.



O Medo!


Tudo andava muito bem.
Cada dia era uma surpresa...
Uma ligação, um e-mail e até mesmo
presentinhos no armário do trabalho.

Tinha tudo pra ser um dia normal, mas não foi...

Aquela cólica no baixo ventre persistia.
E, para meu pavor, tive um pouco de sangramento.

Fiquei sem chão.
Um medo inexplicável tomou conta de mim.
Tinha medo de perder o meu bebê.

E agora?
Minha ginecologista havia saído de férias sem avisar.
Precisava arranjar outra com urgência naquele momento.

O quê? Homem?
Consegui um médico, mas era homem.
Logo eu, sempre tão liberal para algumas coisas,
sentia-me acuada e com vergonha de ginecologista homem.

Não era hora para essas “frescuras”.
Não tinha tempo há perder.
Meu bebê era mais importante naquele momento.

Fiz uma ecografia e graças a Deus estava tudo bem.
Segundo o médico, toda cólica com sangramento na gravidez
deve ser encarado como uma ameaça de aborto.
Mas no meu caso, não tinha hematomas na placenta,
o que me isentava de um risco maior.

Apesar da minha tensão e do medo, foi uma consulta normal.
Melhor, achei o médico muito atencioso.
Me senti segura, calma e confiante.
Meu esposo também gostou muito dele.

Consegui amenizar o meu medo.
E aprendi a não fazer pré julgamentos.
É hora de rever os meus conceitos.

Pois acabo de escolher o meu obstetra, e é homem.

A Torcida!














Saber da gravidez era uma alegria imensa.
Compartilhar esse momento era outra maior ainda.

Sem saber, eu tinha uma “torcida”, uma platéia oculta que desejava por esse momento tanto quanto eu.

Pessoas, amigos e parentes que nunca se manifestaram.
Que nunca expressaram nenhum tipo de cobranças.
Que me respeitavam sem nunca terem me questionado.
Mas que espontaneamente demonstraram uma imensa
e sincera felicidade ao saber dessa maravilhosa notícia.

Receber o carinho das pessoas é sempre muito bom.
Me senti muito feliz e realmente amada com tudo isso.
Pois esse carinho veio de pessoas que fazem à diferença.
Pessoas com quem realmente me importo e quero bem.

E, em especial, agradecer pelo carinho de duas pessoas.
Que, mais do que primas, são duas grandes amigas.

Obrigada Miria e Lucinéia, eu Amo Vocês.